27.8.08

do sonho à realidade



saído de um ventre de mulher há um ser que nasce

continuação de corpo

extensão de nervos para fora da pele

como ramos que brotam


tudo no mundo o espera


a mãe tem sonhos

e ele cresce e parte

qual Cristo. sem olhar para trás.


agora a árvore é ele.

dará sombra? aquecerá lareiras?

ou arderá. inútil. na mata incendiada?


tudo isso são destinos que ele próprio fará.

deus. à mãe. não diz nada.



foto de Maxim Kalmykov

11 comentários:

D. disse...

Lá está algo para o seu riso.

Continuidade? não me arrisquei.

D.

Dois Rios disse...

Imagem e poesia deslumbrantes!

Estou encantada.

Gratíssima pela visita. Quem saiu ganhando fui eu.

Beijo,
Inês

© Piedade Araújo Sol disse...

muito belo, a foto a acompanhar faz todo o sentido.

beij

Carlitos disse...

Ah, é você que se anda a meter com o meu filho no Blog Aguardente! Se ele lhe apagou os comentários alguma razão teve.
O meu filho é o Maior!

poetaeusou . . . disse...

*
que dê frutos,
espero . . .
,
saudações
,
*

Lídia disse...

... obrigada pela visita. Gostei muito deste cantinho... voltarei, sempre! A maternidade... tanto por dizer.

gotadevidro disse...

Simplesmente magnifico, quer o texto quer a imagem...

Profundo


Bom fim de semana


um beijo

D. disse...

Entendi eu de ventre. De ter saído, apenas.

Meus respeitos

D.

pin gente disse...

a imagem é muito doce.

nasceste de mim, te nomeei
com o mel dos meus seios te amamentei
hoje beijas-me e enroscas-te em mim
sou eu a melhor mãe do mundo
a tua preferida (entre risadas)
eu sei, sou mãe
deus não me disse nada
sairás dos meus braços sem risada


deixo um abraço

Carlitos disse...

Se continua a provocar o meu Rapaz vai ter de se haver comigo.

Pan disse...

Nota: neste blog não se apagam comentários mas não se responde a provocações incompreensíveis.

A cada um o seu absurdo.
Basta-me o meu.