
saído de um ventre de mulher há um ser que nasce
continuação de corpo
extensão de nervos para fora da pele
como ramos que brotam
tudo no mundo o espera
a mãe tem sonhos
e ele cresce e parte
qual Cristo. sem olhar para trás.
agora a árvore é ele.
dará sombra? aquecerá lareiras?
ou arderá. inútil. na mata incendiada?
tudo isso são destinos que ele próprio fará.
deus. à mãe. não diz nada.
foto de Maxim Kalmykov
11 comentários:
Lá está algo para o seu riso.
Continuidade? não me arrisquei.
D.
Imagem e poesia deslumbrantes!
Estou encantada.
Gratíssima pela visita. Quem saiu ganhando fui eu.
Beijo,
Inês
muito belo, a foto a acompanhar faz todo o sentido.
beij
Ah, é você que se anda a meter com o meu filho no Blog Aguardente! Se ele lhe apagou os comentários alguma razão teve.
O meu filho é o Maior!
*
que dê frutos,
espero . . .
,
saudações
,
*
... obrigada pela visita. Gostei muito deste cantinho... voltarei, sempre! A maternidade... tanto por dizer.
Simplesmente magnifico, quer o texto quer a imagem...
Profundo
Bom fim de semana
um beijo
Entendi eu de ventre. De ter saído, apenas.
Meus respeitos
D.
a imagem é muito doce.
nasceste de mim, te nomeei
com o mel dos meus seios te amamentei
hoje beijas-me e enroscas-te em mim
sou eu a melhor mãe do mundo
a tua preferida (entre risadas)
eu sei, sou mãe
deus não me disse nada
sairás dos meus braços sem risada
deixo um abraço
Se continua a provocar o meu Rapaz vai ter de se haver comigo.
Nota: neste blog não se apagam comentários mas não se responde a provocações incompreensíveis.
A cada um o seu absurdo.
Basta-me o meu.
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